• Edição 11
  • 01 julho 1990
    • Alipio Freire,
    • Ricardo de Azevedo

Sem medo de ser governo

A prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, refuta as críticas da convergência e faz um balanço da sua administração

Luiza Erundina assumiu a Prefeitura de São Paulo há cerca de um ano e meio e, para o alívio de uns e a decepção de outros, a cidade não foi sacudida por uma revolução proletária, no melhor estilo "Tomada do Palácio de Inverno". Os bairros ricos continuam a ser limpos; os buracos nas ruas tapados (na medida do possível); e até o autódromo de Interlagos foi reformado. Tudo como dantes no quartel de Abrantes? Evidentemente, não. Hoje, por exemplo, as creches municipais funcionam, os postos de saúde também, e a administração municipal tem prioridades mais claras.

Nesta entrevista, a prefeita da Capital, paulistana de Uiraúna, na Paraíba, que já participou do movimento de favelados e trabalhou como vereadora e deputada estadual, mostra que o poder, quando construído a partir de bases democráticas, não corrompe, mas amadurece.

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